
O mercado imobiliário residencial brasileiro começou 2026 em um ritmo diferente do observado ao longo do ano anterior. Em janeiro, os preços de venda dos imóveis avançaram 0,20%, um resultado que confirma a desaceleração gradual da valorização e sinaliza um momento de maior equilíbrio entre oferta e demanda.
O índice mensal ficou abaixo das altas registradas em novembro e dezembro de 2025, além de representar um desempenho significativamente menor do que o observado em janeiro do ano passado. Na prática, trata-se da menor variação mensal desde março de 2021, o que reforça a leitura de um mercado mais cauteloso no curto prazo.
Esse movimento não indica retração estrutural, mas sim um ajuste natural após um período prolongado de valorização mais intensa.
Imóveis sobem menos que outros indicadores econômicos
Ao comparar os preços dos imóveis com outros índices da economia, o comportamento mais moderado fica ainda mais evidente. Enquanto o IPCA-15 avançou exatamente 0,20% no mês — em linha com o mercado imobiliário —, o IGP-M apresentou alta mais expressiva, de 0,41%.
Isso mostra que, no início de 2026, os imóveis residenciais passaram a se valorizar em ritmo inferior a outros componentes da economia, o que tende a aumentar o poder de barganha do comprador e estimular negociações mais racionais.
Unidades compactas seguem liderando a valorização
Mesmo em um cenário de desaceleração geral, a preferência por imóveis menores continua clara. Em janeiro, as unidades de um dormitório registraram a maior alta mensal, com avanço de 0,46%, refletindo a demanda estrutural por imóveis compactos, funcionais e mais acessíveis.
Na outra ponta, imóveis de três dormitórios apresentaram retração média de 0,16%, indicando maior seletividade dos compradores diante de preços mais elevados, custo de financiamento e manutenção.
Esse comportamento reforça uma tendência já consolidada nos grandes centros urbanos: quanto menor e mais eficiente o imóvel, maior sua liquidez.
Mesmo em um cenário de desaceleração geral, a preferência por imóveis menores continua clara. Em janeiro, as unidades de um dormitório registraram a maior alta mensal, com avanço de 0,46%, refletindo a demanda estrutural por imóveis compactos, funcionais e mais acessíveis.
Na outra ponta, imóveis de três dormitórios apresentaram retração média de 0,16%, indicando maior seletividade dos compradores diante de preços mais elevados, custo de financiamento e manutenção.
Esse comportamento reforça uma tendência já consolidada nos grandes centros urbanos: quanto menor e mais eficiente o imóvel, maior sua liquidez.
Valorização regional segue desigual
A valorização dos preços foi disseminada pela maior parte do país, alcançando 47 das 56 cidades monitoradas. Entre as capitais, 16 registraram alta no mês, com destaque para:
- Belém
- Manaus
- Salvador
- Florianópolis
Por outro lado, algumas capitais apresentaram recuo nos preços, como Curitiba, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre, evidenciando que o ajuste de preços ocorre de forma regionalizada, conforme dinâmica local de oferta, renda e crédito.
No acumulado anual, imóveis ainda superam a inflação
Apesar da desaceleração no curto prazo, o desempenho dos imóveis no horizonte de 12 meses segue sólido. No acumulado até janeiro de 2026, os preços residenciais avançaram 6,12%, resultado superior tanto à inflação ao consumidor quanto ao IGP-M, que apresentou variação negativa no período.
Mais uma vez, os imóveis de um dormitório lideraram a valorização anual, enquanto unidades maiores apresentaram crescimento mais contido. A alta anual foi registrada em todas as cidades da amostra, reforçando a resiliência do setor no médio e longo prazo.
Metro quadrado nacional supera R$ 9,6 mil
Em janeiro, o preço médio nacional do metro quadrado residencial atingiu R$ 9.642. As unidades de um dormitório concentraram os valores mais elevados por metro quadrado, enquanto os imóveis de dois dormitórios apresentaram os preços médios mais baixos.
Entre os destaques nacionais, cidades do litoral catarinense seguem no topo do ranking, enquanto municípios do interior apresentam os menores valores médios, refletindo diferenças estruturais de renda, demanda e atratividade.
O que esse cenário indica para compradores e investidores?
O início de 2026 aponta para um mercado mais racional, menos especulativo e mais orientado por fundamentos. Para compradores, o momento favorece negociação, análise criteriosa e escolhas mais estratégicas. Para investidores, o foco segue na liquidez, no perfil do público-alvo e na geração de renda — especialmente por meio da locação.
Em um ambiente de valorização mais moderada, segurança jurídica, previsibilidade de fluxo e boa gestão locatícia passam a ser diferenciais ainda mais relevantes.
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